Saiba como funcionam os radares das rodovias brasileiras
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Saiba como funcionam os radares das rodovias brasileiras

Os motoristas que circulam pelas ruas e rodovias brasileiras estão mais que acostumados aos inúmeros radares e equipamentos que filmam e fotografam seus veículos em caso de infração. Mas nem todos os motoristas sabem como é o funcionamento dos radares e o chamam de “indústria da multa”. Os radares são essenciais na prevenção de acidentes rodoviários e urbanos, além de oferecer maior segurança e organização ao trânsito. Os aparelhos são chamados pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) de “equipamentos medidores de velocidade” e estão divididos em quatro tipos: fixo, estático, móvel e portátil.
O aparelho de radar fixo é instalado em local definido e em caráter permanente, e tem dispositivo registrador de imagem. Já o radar estático fica alojado em um veículo parado ou em um suporte apropriado – portanto, sua localização é imprevisível. O radar móvel, por sua vez, é instalado a um veículo em movimento que faz a medição ao longo da via. Finalmente, o portátil é direcionado manualmente para o veículo alvo. Em relação aos medidores por tipo de tecnologia, existem os sensores de superfície (laços indutivos), Doppler ou Laser. Ainda há o “caetano” ou pardal, registrador fotográfico de veículos que desrespeitam o sinal vermelho.
Todos os medidores de velocidade em operação no Brasil são conferidos com o padrão legal e funcionam sob inspeção do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). As multas aplicadas a partir de infrações registradas por equipamentos eletro-eletrônicos passam por avaliação de validação da imagem, e seus valores variam de acordo com o grupo em que elas se enquadram.

No caso de uma infração “Leve”, o condutor perde três pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e paga, até a data do vencimento da multa com 20% de desconto, o valor de R$ 42,56. Na infração “Média” ocorre a perda de quatro pontos e pagamento de R$ 68,10. A “Grave” salta para cinco pontos e custa, no mínimo, R$ 102,15. Já a “Gravíssima” faz com que o motorista perca sete pontos e desembolse de 191,54 a 957,70 reais. Isto porque algumas multas deste grupo são agravadas pelo próprio Código e têm seus valores multiplicados por três ou por cinco vezes. Segundo a Portaria 115 do Inmetro, a tolerância dos radares é de 7 km/h para velocidades até 100 km/h e 7% para velocidades acima de 100 km/h.
A tecnologia utilizada em medidores de velocidade no Brasil é de última geração. “A maioria dos radares possui OCR (reconhecimento de caracteres), flashes infravermelhos, câmeras digitais, conexões para envio dos dados por wireless, fibra ótica, entre outros”, explica o chefe da Divisão de Instrumentos de Medição de Comprimento e Força do Inmetro.
Ele também detalha que pelo fato de os equipamentos possuírem flash infravermelho, são capazes de detectar e registrar com clareza a placa do veículo sem que o condutor possa enxergar qualquer luz. Caso dois veículos passem ao mesmo tempo por um radar e um deles esteja com a velocidade acima da permitida, apenas o infrator será fotografado. Isto ocorre porque os radares fotográficos estão posicionados para controlar os automóveis de cada uma das faixas de rolamento. Os registros são analisados individualmente para aproveitamento ou não da imagem. Havendo dúvida sobre qual veículo acionou os sensores, mesmo que tal possibilidade seja remota, a imagem é descartada.
Segundo o diretor técnico da Perkons, que é uma fabricante de radares, todos os equipamentos da empresa possuem tecnologia infravermelha, portanto, sempre funcionam à noite. Ele ainda comenta como funciona a captação de imagem feita por um radar. “No caso dos medidores de velocidade tipo fixo, o veículo passa por dois sensores indutivos instalados sob o asfalto. Um microprocessador recebe os sinais elétricos emitidos pelos sensores e calcula a velocidade do veículo, com base na distância e no tempo. Através da análise do chamado perfil magnético, é possível confirmar a velocidade medida com alta precisão. Um sistema de vídeo é acionado para capturar a imagem do veículo infrator, que logo é criptografada para garantir a inviolabilidade do sistema”.
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