Medidas estão sendo tomadas para desafogar o trânsito de São Paulo
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Medidas estão sendo tomadas para desafogar o trânsito de São Paulo

O trânsito é um assunto corriqueiro na vida de quem circula pela maior metrópole da America Latina e por diversas outras em todo o país. Os números da metrópole são de assustar. De acordo com o DETRAN-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), a capital totalizou 6.705.024 veículos (somando motos, automóveis, ônibus, caminhões, reboques, entre outros) em 2009. No estado foram 20.143.576 veículos.
Com a contagem estimada da população realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geometria e Estatísticas), em julho de 2009, apontou que a cidade possui 11.037.593 habitantes, a matemática representa que para cada duas pessoas existe um carro.
A cidade tinha 15 mil quilômetros de vias disponíveis para circulação veicular em 1970. Na época, eram 900 mil veículos na metrópole. Quarenta anos depois a extensão passou para 17 mil km. Ou seja, enquanto as vias aumentaram apenas 13%, a frota cresceu quase 900%.
“A cidade tem que ser cicatrizada para abertura de novas vias. São Paulo precisa ter a mesma mentalidade de Nova Iorque (EUA), que desapropriou locais para aumentar suas vias e desafogar o trânsito”, opina Vidal, conselheiro e presidente da Comissão de Assuntos e Estudos sobre o Direito de Trânsito da OAB-SP. “A inoperância do poder público municipal não permite isso. É preciso ter coragem cívica e vontade política para resolver este caos”, esbraveja.

Medidas implantadas em junho de 2008 como a Zona de Máxima Restrição de Circulação de Caminhões (ZMRC), inclusão dos caminhões no rodízio municipal e restrição aos fretados ajudaram a desafogar o tráfego paulistano. Números da Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo apontam que houve redução da média de lentidão no último ano. Em 2007, a média era de 109 km, subiu para 115,5 km em 2008 e caiu para 108,5 km no ano passado.
A Secretaria informa que também foi reduzido em 28% o volume total de caminhões em circulação nos horários de pico e 62% na área da ZMRC. Além disso, houve 11% de queda nas ocorrências: a média que em 2008 era de 108 ocorrências/dia envolvendo caminhões foi diminuída para 97,5 por dia no ano passado.
“Acho que o trânsito de São Paulo é difícil, mas não podemos dizer que é um caos. Fazemos o possível diante de uma frota que cresce cada vez mais. Temos medidas de curto, médio e longo prazo para controlar isto”, afirma Alexandre de Moraes, secretário Municipal de Transportes de São Paulo.
De acordo ele, a Secretaria vem trabalhando para retirar vagas para carros nas ruas e nas chamadas Zona Azul. “Já que não podemos criar vias, temos que ganhar ruas que já existem. O viário não foi feito para veículos estacionarem”.
O secretário antecipa que foi aberta uma licitação para edificação de 64 garagens com 400 vagas cada. “É o que chamamos de ‘verticalização da Zona Azul’. Serão construídas em pontos estratégicos para estimular os motoristas a fazerem integração com o metrô e com os ônibus”, explica Moraes. O tempo estimado para que todo o processo fique pronto é de 18 meses.

A principal esperança de melhora para a população paulistana, no entanto, está no fim das obras da Marginal Tietê e do trecho sul do Rodoanel. “As obras estarão concluídas no fim do próximo mês de março. Além disso, estamos terminando um estudo que começou em março de 2009 e irá nortear nossas próximas ações. Analisaremos neste relatório, por exemplo, quais caminhões vindos de outras cidades não precisarão passar pela capital”, revela o secretário.
Moraes também mencionou a licitação para a primeira etapa do Monotrilho da Zona Sul, que terá 11,3 km de extensão e vai transportar 30 mil passageiros por hora. “Tudo estará pronto em 2012”, garante.
De acordo com a Secretaria, a grande inovação em termos de tecnologia será o PRIAV (Programa de Identificação Automática de Veículos), que vai permitir o monitoramento de toda a frota da cidade em tempo real, por meio de chips instalados em todos os veículos.
Na opinião de Cyro Vidal o Rodoanel é uma necessidade inevitável e o PRIAV não dará certo. “Não vejo solução com pedágio urbano e o PRIAV é falácia. Entre inúmeras outras ações, o Rodoanel é a saída”, pontua.
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